quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Para os que Virão - Thiago de Mello


Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.

Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.

Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoa
do singular - foi deixando,
devagar, sofridamente
de ser, para transformar-se
- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa
do plural.

Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.

É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
( Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros. )
Se trata de abrir o rumo.

Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

RODA VIVA!!!

Mesmo depois de eleitos, ainda enfrentamos muitos desafios perante a outra chapa... Continuam apontando dedos e nos julgando, além de afirmarem que não faremos uma ou outra atividade...

Bien, para este só resta aguardar e conferir o trabalho... Não apontaremos e principalmente retrucaremos os comentários, o fruto de nosso trabalho irá falar pela gente... Como dito antes, a pureza da militância nos trouxe a vitória, e ela que fará com que nunca desistamos de lutar e trabalhar...

Viva o DCE livre! Viva o Movimento Estudantil forte e autônomo!!!
DCE UFVJM Roda Viva!!!




(Composição, Chico Buarque)

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Libertade no Movimento Estudantil da UFVJM... Vence a Chapa do DCE Roda Viva!!!


02/dezembro... Desde agosto um grupo disposto a assumir o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, se perguntam se vale a pena...

Depois de muito suor, luta, sangue e literal doação, depois de enfrentar cancelamento de um primeiro processo eleitoral, depois de enfrentar apontamentos de dedos quanto a nossa postura, pensamento, propostas e até e maneira de vestir, além destas agressões psicológicas e até físicas e além de enfrentar baixarias como pixações de cartazes, piadinhas de professores pelegos, apelidos e rancações de cartazes, Vencemos!!!

Nos mantivemos a todo momento com uma postura de apresentar propostas e sempre com um pensamento voltado aos verdadeiros interesses dos estudantes, sem nenhum partido ou político nos guiando ou financiando. Lutamos e nos doamos, deixamos provas, deixamos de almoçar para xerocar panfletos, entramos em crise e levantamos em muitos momentos: vale a pena?

Com a pureza da real militância, e com a diferença de 29 votos de um total de 849, vencemos a eleição!!! Hoje somos um movimento livre e forte, seremos para e com os estudantes a sua voz!!!
Sempre nos perguntamos: vale a pena? Hoje respondemos: vale a pena!!!

DCE UFVJM - RODA VIVA!!! Fruto de um trabalho não somente deste grupo, mas um trabalho do Aranã, Retalhos de Fulô, FEAB, Coletivo Travessia, ABEEF e Pé Rachado. Obrigado a tod@s que sempre acreditaram. .. Sempre é bom estar entre companheiros e camaradas!



Hasta la victória, siempre!!!




"Das ruas, das praças, a gente não saiu! Aqui está presente o Movimento Estudantil!"

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Laranjas e a Gente...

Buenas noches companheir@s!!!



A imagem aérea de um trator derrubando uma fila de pés de laranja em um gigantesco laranjal parece chocar mais certos setores da sociedade do que a visão de milhares de pessoas sem terra e suas famílias acampadas precariamente sob tendas de plástico preto na beira de várias estradas brasileiras.

Não pretendo dizer com isso que os fins justifiquem os meios, mas após o choque inicial do poder da imagem disseminada pelos meios que costumam demonizar a luta pela terra, é bom procurar se informar do que realmente aconteceu e quaisas motivações que geraram o ato perturbador.

Desde o dia 28 de setembro, 250 famílias de sem terra estavam acampadas na fazenda onde a Cutrale, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro, planta laranjas. O objetivo da ação era denunciar a ocupação irregular deterras da União pela Cutrale. O MST afirma que a empresa plantou laranjas na fazenda como forma de legitimar a grilagem de área pública. A produtividade dafazenda não poderia esconder a grilagem como ato ilegal e criminoso.

Muito bem. Esta é a versão do MST e cabe verificar se corresponde à verdade. O Incra confirma que já luta há três anos pela recuperação da fazenda ocupada pela Cutrale, assegurando que pertence à União. De acordo com o instituto, a fazenda integra um conjunto de terras públicas da União que constituíam o antigo Núcleo Colonial Monção.

Ainda segundo o Incra, o Núcleo Colonial Monção tem sua origem há 100 anos. Foi criado a partir de um grupo de fazendas compradas pela União ou recebidas empagamento de dívidas da Companhia de Colonização São Paulo/Paraná. Essas fazendas somavam aproximadamente 40 mil hectares, nos municípios de Agudos, Lençóis Paulista, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara.

A primeira ocupação na região ocorreu em 1995, e dois anos depois o Incra reivindicou a fazenda Capivara, em Iaras, obtendo 30% do imóvel como tutela antecipada, o que resultou, em 1998, na criação do assentamento Zumbi dos Palmares. Em 2007, a Justiça Federal garantiu ao Incra os 8 mil hectares totais da fazenda.

Verifica-se com isso, que a disputa por estas terras tem mais de 10 anos, e a Cutrale se instalou nelas há cerca de cinco anos. Ou seja, tinha conhecimentode que o governo as considerava públicas e mesmo assim levou adiante o seu projeto de plantio de laranjas. Apesar da origem centenária do núcleo, a Cutrale informa que tem a posse legal das terras. Depois que a Justiça concedeu a reintegração de posse à Cutrale, no último dia 29, portanto um dia após adestrição dos pés de laranja, o Incra entrou com petição na Justiça Federalcontra a decisão, com base no argumento de que a área de 40 mil hectares pertence à União.

O que se deduz, então, é que a Cutrale plantou suas laranjas em terras reivindicadas pela União para efeito de reforma agrária. Nesse sentido, a lutado MST é duplamente justa. Primeiro, como denúncia de grilagem em terras públicas e depois pela própria terra para assentar trabalhadores.

Pode se questionar a forma de ação do MST, mas sem ela não teria vindo à tona a ocupação e uso ilegal de terras públicas. A bancada ruralista no Congresso aproveitou rapidamente a comoção causada pelas imagens para aprovar relatórioda senadora e latifundiária Kátia Abreu abrandando as exigências deprodutividade para que uma fazenda não seja desapropriada para reforma agrária.

Em outra frente de ação, tenta ressuscitar uma CPI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao MST. Se o Congresso brasileiro realmente se interessa em saber o que se passa no campo poderia criar uma CPI para verificar a legalidade de todas as propriedades agrícolas do país e exigirsua imediata devolução em caso de grilagem.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

indicação

Galera, segue uma indicação do carai pra tod@s lerem... É muito interessante, só vendo:

http://www.marxists.org/portugues




Boa leitura a tod@s, vale muito a pena abrir e ler as diversas coisas que tem no site!

ESCLARECIMENTOS SOBRE OS ÚLTIMOS EPISÓDIOS VEICULADOS PELA MÍDIA



Não há quem não tenha visto a mídia falar mal do MST... Principalmente nestes ultimos dias, com a ocupação da fazendo paulista... Porém, ouviram somente o que eles queriam. Por isto, segue a nota do MST sobre o ocorrido:

Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se pronunciar.

1. A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. O resultado do Censo de 2006, divulgado na semana passada, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras.



2. Há uma lei de Reforma Agrária para corrigir essa distorção histórica. No entanto, as leis a favor do povo somente funcionam com pressão popular. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988.



A Constituição Federal estabelece que devem ser desapropriadas propriedades que estão abaixo da produtividade, não respeitam o ambiente, não respeitam os direitos trabalhistas e são usadas para contrabando ou cultivo de drogas.



3. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas, como acontece, por exemplo, no Pontal do Paranapanema e em Iaras (empresa Cutrale), no Pará (Banco Opportunity) e no sul da Bahia (Veracel/Stora Enso). São áreas que pertencem à União e estão indevidamente apropriadas por grandes empresas, enquanto se alega que há falta de terras para assentar trabalhadores rurais sem terras.



4. Os inimigos da Reforma Agrária querem transformar os episódios que aconteceram na fazenda grilada pela Cutrale para criminalizar o MST, os movimentos sociais, impedir a Reforma Agrária e proteger os interesses do agronegócio e dos que controlam a terra.



5. Somos contra a violência. Sabemos que a violência é a arma utilizada sempre pelos opressores para manter seus privilégios. E, principalmente, temos o maior respeito às famílias dos trabalhadores das grandes fazendas quando fazemos as ocupações. Os trabalhadores rurais são vítimas da violência. Nos últimos anos, já foram assassinados mais de 1,6 mil companheiros e companheiras, e apenas 80 assassinos e mandantes chegaram aos tribunais. São raros aqueles que tiveram alguma punição, reinando a impunidade, como no caso do Massacre de Eldorado de Carajás.



6. As famílias acampadas recorreram à ação na Cutrale como última alternativa para chamar a atenção da sociedade para o absurdo fato de que umas das maiores empresas da agricultura - que controla 30% de todo suco de laranja no mundo - se dedique a grilar terras. Já havíamos ocupado a área diversas vezes nos últimos 10 anos, e a população não tinha conhecimento desse crime cometido pela Cutrale.



7. Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da Reforma Agrária, seja dos latifundiários ou da policia.



8. Os companheiros e companheiras do MST de São Paulo reafirmam que não houve depredação nem furto por parte das famílias que ocuparam a fazenda da Cutrale. Quando as famílias saíram da fazenda, não havia ambiente de depredações, como foi apresentado na mídia. Representantes das famílias que fizeram a ocupação foram impedidos de acompanhar a entrada dos funcionários da fazenda e da PM, após a saída da área. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado.



9. Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o MST e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e lutarem.



Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para impedir as ações do governo a favor da Reforma Agrária e "enquadrar" as candidaturas dentro dos seus interesses de classe.



10. O MST luta há mais de 25 anos pela implantação de uma Reforma Agrária popular e verdadeira. Obtivemos muitas vitórias: mais de 500 mil famílias de trabalhadores pobres do campo foram assentados. Estamos acostumados a enfrentar as manipulações dos latifundiários e de seus representantes na imprensa.



À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos poderosos.



Apesar de todas as dificuldades, de nossos erros e acertos e, principalmente, das artimanhas da burguesia, a sociedade brasileira sabe que sem a Reforma Agrária será impossível corrigir as injustiças sociais e as desigualdades no campo. De nossa parte, temos o compromisso de seguir organizando os pobres do campo e fazendo mobilizações e lutas pela realização dos direitos do povo à terra, educação e dignidade.



São Paulo, 9 de outubro de 2009



DIREÇÃO NACIONAL DO MST

sábado, 3 de outubro de 2009

Voltando...

Buenas amigos!!!

Muito tempo sem aparecer por aqui... Correrias de eleição de DCE, provas, projetos e tantas...aff...
Bom, reaparecendo, acho que merece algo digno (ou quase a altura, huahauahau), então segue um textim que recebi muito bom... Vale a pena ler, e boa leitura a tod@s!!!


Designación de Brasil como sede olímpica es un triunfo de tercer mundo

Fidel Castro destacó que "los pueblos del Tercer Mundo comparten la alegría de los brasileños".

Celebraciones en Brasil por la designación de Río de Janeiro como sede de los Juegos Olímpicos de 2016. (Foto:Efe) "Que no se diga ahora que fue generosidad de las naciones ricas con Brasil, un país del Tercer Mundo", expresó el líder de la revolución cubana, Fidel Castro, respecto al triunfo de Brasil al ser seleccionado Río de Janeiro como sede de las Olimpiadas en el 2016.

Lea más sobre
Reflexiones del compañero Fidel
TeleSUR _ Hace: 15 horas
El líder de la revolución cubana, Fidel Castro, en sus reflexiones, resaltó este viernes que el triunfo de Brasil al ser seleccionado Río de Janeiro como sede de las Olimpiadas en el 2016, "es una prueba de la creciente influencia de los países que luchan por su desarrollo".

En el texto, el comandante Fidel Castro, aprovecha la oportunidad para resaltar el triunfo de Brasil, sin dejar de denunciar que "deportes populares como la pelota (beisbol)" fueron "eliminados de las competencias para dar cabida a entretenimientos de burgueses y ricos".

A continuación se transcriben las reflexiones del líder Fidel Castro íntegras:

Un triunfo del Tercer Mundo

Poderosas potencias económicas compitieron por ser sede de las Olimpiadas en el 2016, entre ellas las dos más industrializadas del planeta: Estados Unidos y Japón. Triunfó sin embargo Río de Janeiro, una ciudad de Brasil.

Que no se diga ahora que fue generosidad de las naciones ricas con Brasil, un país del Tercer Mundo.

El triunfo de esa ciudad brasileña es una prueba de la creciente influencia de los países que luchan por su desarrollo. Con seguridad, en los pueblos de América Latina, África y Asia, la elección de Río de Janeiro será recibida con agrado en medio de la crisis económica y la incertidumbre actual con el cambio climático.

Aunque deportes populares como la pelota sean eliminados de las competencias para dar cabida a entretenimientos de burgueses y ricos, los pueblos del Tercer Mundo comparten la alegría de los brasileños y apoyarán a Río de Janeiro como organizador de los Juegos Olímpicos del 2016.

Es un deber presentarse en Copenhague con la misma unidad, y luchar para evitar que el cambio climático y las guerras de conquista prevalezcan sobre la voluntad de paz, el desarrollo y la supervivencia de todos los pueblos del mundo.

Fidel Castro Ruz
Octubre 2 de 2009
2 y 55 p.m.

domingo, 2 de agosto de 2009

"Existem coisas que não são necessárias explicações"







Nem que seja por ventura,
nenhuma segunda-feira perdida,
nenhuma noite sofrida e nem raiva de mordida,
contigo, um dia eu quero viajar...
promete!








Sem comentários... Gostaria de compartilhar esta "homenagem" de uma amiga que sempre esteve comigo e que sempre pude contar com ela, mesmo nunca tendo encontrado ela pessoalmente...
Gosto muito de você Aninha!!! Brigadão!!! =)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Fusil contra Fusil - Silvio Rodríguez (1967)


El silencio del monte va
preparando un adiós.
La palabra que se dirá
in memoriam será
la explosión.

Se perdió el hombre de este siglo allí,
su nombre y su apellido son
Fusil contra fusil.

Se quebró la cáscara del viento al sur,
y sobre la primera cruz
despierta la verdad.

Todo el mundo tercero va
a enterrar su dolor.
Con granizo de plomo hará
su agujero de honor,
su canción.

Dejarán el cuerpo de la vida allí,
su nombre y su apellido son
Fusil contra fusil.

Cantarán su luto de hombre y de animal
y en vez de lágrimas echar
con plomo llorarán.

Alzarán al hombre de la tumba al sol
y el nombre se repartirán:
Fusil contra fusil.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Terra e Liberdade"


"Não se pode matar o rio, muito menos o vento. Mas Zapata não é o rio nem o vento, Zapata não morreu, ele está nas montanhas escondido para não ser pego, sempre estará com agente quando precisarmos!"

Terra e Liberdade era o lema na luta contra o latifundio no México na Revolução dos anos 10 por Emilizano Zapata... Disseram que mesmo não sendo o rio ou o vento Zapata nunca morre, como um ideal, e realmente parece que não morreu... Ele continua vivo na mente e coração daqueles que não aceitam as injustiças, no México ou em qualquer lugar do mundo.


"Um homem forte deixa o povo forte, mas o povo forte não precisa de um homem forte". Disse que sem ele o povo saberia o que fazer, e o que aconteceu... Hoje ele está na luta contra as injustiças ao lado dos camponeses e índios mexicanos na luta pela construção da liberdade...

Zapata vive!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Astrologia e Agricultura...

Conhecer a relação dos astros com o manuseio das plantas é fundamental...Os homens mais antigos observavam a passagem dos planetas e das fases da Lua e sabiam como utilizar a força deles na agricultura, bem como em outros assuntos cotidianos da vida. Mas os tempos mudaram e, com a chegada dos meios tecnológicos e químicos para a agricultura, essas observações ficaram renegadas a segundo plano. Não se trata de misticismo ou de superstição, mas de observar corretamente a natureza para definir a melhor época de plantar e colher, e saber entender que tudo é interligado. A agricultura respeita acima de tudo a vida, a saúde das plantas, das águas, da terra, dos homens, do ar e do planeta.
Pesquisas astronômicas são fundamentadas nos ritmos criados pela passagem dos planetas, da Lua e da Terra diante das constelações, espelhando sua realidade na observação experimental. À medida que a Lua passa pelas constelações, transmite ao solo e às plantas forças que vão beneficiar as quatro partes dos vegetais. Se nós aceitamos que satélites dirigidos para Júpiter e Saturno nos mandem ondas magnéticas com fotos e informações, por que não supor que corpos celestes muito mais complexos enviam ondas eletromagnéticas?

O aproveitamento do fluxo e refluxo da seiva apartir da atração exercida pela lua determina práticas importantes na agricultura, por isto da importância de saber a fase lunar para o manuseio da planta:
* Lua Nova - Indicada para podas; capinar o mato (ele demora mais para crescer); colheita de raízes; adubação.
* Lua Crescente - boa para arar e gradear a terra; semear e colher folhas e frutos; fazer enxertos; plantar flores e folhas em vasos ornamentais.
* Lua Cheia - flores e frutos colhidos nessa fase são mais exuberantes, mas ela é imprópri para plantar, transplantar e capinar (o mato cresce rapidamente).
* Lua Minguante - boa para plantar e colher as raízes; colher e armazenar grãos; colher madeira para a utilização em cercas, móveis e construções, pois neste período a seiva se encontra nas raízes e isso favorece a conservação da madeira.


Abraços a tod@s!!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Liberdade de Imprensa... Programa Projeto Popular na TV Educativa do Paraná

Bom dia amig@s... Hoje via email recebi uma notícia que, além de deixar muito feliz e principalmente esperançoso, é uma notícia necessária: os movimentos sociais populares terão direito de falar abertamente na TV brasileira, coisa praticamente inédita, através de um programa de televisão. Será um programa produzido, elaborado e conduzido pelos movimentos sociais brasileiros, o Programa Projeto Popular na TV Educativa do Paraná...
Ele será um programa que passará todas sextas feiras as 22:00 horas, com a seguinte programação:
- 17/07: João Pedro Stédile discuti a Crise Mundial
- 24/07: Aldemir Caetano (FUP) – em debate o Pré-Sal
- 31/07: Washington Uranga (mov. social argentino) – em debate a integração latino-americana



É bom saber que finalmente o povo começa a efetivamente ter voz, de alguma forma, em um meio de comunicação totalmente controlado por uma minoria e usada para controlar toda massa... Tomara que este seja somente o início!!!

Abraços (felizes) a tod@s!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O que cabe à classe trabalhadora nas eleições?

Bom dia companheir@s de amor e luta... A muito não posto no blog, mas tava osso o final de período na faculdade... Agora de férias, gostaria de compartilhar uma reflexão de Ademar Bogo, que é da Coordenação Nacional do MST, sobre algumas questões relacionadas a nós, trabalhadoras/es... Boa leitura a tod@s!!!



QUANDO SURGIU a propriedade privada na sociedade primitiva, no mesmo instante originaram-se as classes sociais. Os proprietários, para garantirem a ordem, foram obrigados a formar a estrutura de administração pública, conhecida como Estado, que se elevou com funcionários, exército e governantes, e, para se sustentarem, inventaram os impostos. A partir disso, surgiu a política como prática de disputas entre as forças que apresentavam e defendiam interesses diferentes.

Em nosso tempo, cada disputa, por mais simples que seja, pode ter vários interesses em jogo. Por esta razão é que se torna necessária a combinação das táticas ou das ações que ampliem as alianças e o alcance dos combates contra a força inimiga.

Para planejar as operações táticas, cada força deve caracterizar o seu opositor e decidir se pretende eliminá-lo ou apenas tirar-lhes alguns meios que lhes garante o poder.

Quando os processos de disputas se prolongam e se fecham no uso de apenas algumas poucas ações, tendem a perder a eficácia. As ações deixam de ser compreendidas como táticas e se convertem em meras fórmulas burocráticas.

A diferença entre táticas e fórmulas é que as primeiras se combinam entre si na busca da derrota definitiva ou eliminação do inimigo; as outras funcionam como receitas para serem usadas do mesmo jeito em todos os momentos. Exemplos de fórmulas: para enfrentar o latifúndio, a ocupação; para enfrentar o Estado e o capital, as eleições. Dessa maneira, com o decorrer do tempo, os inimigos vão colocando obstáculos que, por si só, aquelas fórmulas não conseguem romper. Sendo assim, vai se esgotando o potencial da força, seja pelo seu enfraquecimento ou por sua domesticação.

Nos últimos tempos, o MST tem utilizado intensamente as duas modalidades de ações: ocupações e eleições, para supostamente alcançar o objetivo maior que é a Reforma Agrária, como se uma estivesse umbilicalmente ligada à outra. Mas já faz algum tempo que ocupar latifúndios não ataca mais diretamente o capital, e as disputas eleitorais não ameaçam a propriedade nem o Estado.
A mudança de momento histórico e a maneira como são feitas as disputas transformaram as táticas em simples fórmulas, absorvidas pela força contrária que, em certos casos, principalmente nas disputas eleitorais, nos coloca não só como força aliada, mas também como força auxiliar da classe burguesa, na implementação do projeto do capital.

O esgotamento da capacidade da força de combate contra a propriedade privada e o poder político acontece quando ela começa a se descaracterizar enquanto força de combate e passa a ser força de conciliação. A confusão de que, em certas questões, somos inimigos e em outras somos aliados leva a ignorar profundamente a natureza, a ideologia e os interesses da classe dominante.



Abraços a tod@s!!!

terça-feira, 30 de junho de 2009

"Tenho 25 anos de sangue e de sonho, e de América do Sul"...

Em meio a final de período, saudades de casa, crises e mais crises do modelo capitalista e a sempre constante mobilização para conscientização e mudança social, fica somente angústias... Angústias e esperanças na verdade...
Em meio a esta turbulência, vale uma palavra pra reflexão... Aliás, nem precisa ser uma palavra neste caso, acho que uma foto fala mais que muitos discursos... E neste sentido, vai ai uma foto "pura reflexão"...




Abraços a tod@s!!!

domingo, 28 de junho de 2009

Ode a Reagan...


Boa tarde companheir@s de amor e luta!!! Hoje em meio a um conturbado final de período, assistindo o iniciozim do jogo do Brasil, o Silvio me mostrou um poema lindo do livro Nicarágua, Combate e Profecia de Dom Pedro Casaldáliga. Nossa, eu emocionei ao ler este poema, e achei uma ótima sugestão de leitura...


Ode a Reagen

Comigo te excomungo os poetas, as crianças, os pobres da terra:
ouve-nos!
É preciso pensar humanamente o mundo.

Não banques o nero.
Não estás filmando, mico das telas:
és o mandatário de uma grande nação!
(eu direi a teu povo que para limpar
a merda que tua bota de cow-boy grudou em sua bandeira.
E lhe direi que saiba, quando vota,
que estar vendendo
muito sangue e sua honra).

Tereis embriagado de coca-cola o mundo,
mas resta algum lúcido para dizer-vos não!
O lucro e o poder de vossas armas
não podem atingir maior cotização
do que o pranto febricitante
de um menino de cor.
A raça dos homens já não está para os impérios.

Reagan, escuta:
o sol nasce sol para todos
e o mesmo Deus chove
sobre todas as vidas que chamou a festa. Nenhum povo é maior.
Faz teu quintal em tua casa,
respeita-nos!

Raquel te conhece, Herodes,
e terás de responder por sua desolação.
A estrela de Sandino te espreita na montanha,
e no vulcão desperta um só coração:
como um mar de coragem, a Nicarágua menina
romperá tua agressão.

O sangue dos mártires sustenta nossos braços
e em nossas bocas torna-se cânticos e manancial.
Tu nunca viste a montanha, Reagan,
nem ouviste em seus pássaros a voz dos sem voz.
Tu não sabes de vidas,
nem entendes de coração.

Não nos venhas agora com morais hipócritas,
genocida que abortas todo um povo
e sua Revolução.
A mentira que tentas pregar ao mundo (e ao Papa)
é a droga maior.

Exibis liberdade (com exclusividade)
e cerceias os passos da libertação.
"Os Estados Unidos são potentes e grande..."
All right! "We trut... in god".
Podeis acrditar-vos donos
podes ter tudo,
inclusive deus, teu deus

-o pidolo sangrento de teus dólares
o maquinal Moloch-
mas te falta o Deus de Jesus Cristo
a Humanidade de Deus!
Eu juro pelo sangue de teu Filho,
que outro império matou,
e juro pelo sangue da América-Latina
-prenhe de auroras hoje-
que tu
será o último
(grotesco)
imperador!



Abraços a tod@s!!!

sábado, 27 de junho de 2009

O Jequitinhonha e Irapé...


Bom dia companheir@s de amor e luta!!! Estoy a um tempo sem postar nada no blog, mas é por causa do período final de provas... Até por isto vou postar uma crônica muito boa sobre o Rio Jequitinhonha... Pra variar, vale muito a pena de ler, boa leitura!!!


CRÔNICA DO RIO JEQUITINHONHA E A BARRAGEM IRAPÉ.

Aprendi e vou aprendendo na labuta com o mundo em que vivo , buscando sempre inspiração para compreender às nossas contradições. Contradições que podem nos ajudar a compreender melhor o sentido e as intencionalidades das palavras no seu presente e histórico. Aqui deixo um questionamento para todos/as nós, especialmente os filhos e filhas dessa terra do Vale, com uma crítica destrutiva, isso mesmo, destrutiva
( crítico sugerindo destruição de tal situação e no lugar propondo outra): No texto sobre o Rio Jequitinhonha ,onde se fala " Barragem de Irapé, localizada no município de Leliveldia/MG, com 205 metros de altura, considerada a barragem mais alta do Brasil, e que vai alavancar o progresso do vale”; esse progresso está sendo vergonhoso ! Sou da cidade de Jequitinhonha, durante a noite inúmeras ruas medianamente escuras. Conta de luz do povo pobre em especial, tragédia ! No campo, inúmeras comunidades ainda sem energia, sob luz do século passado. O Rio Jequitinhonha, coitado ! AS belas praias, patrimônio do povo e que vinha embelezando e dando sentido ao turismo e inspiração humana, se foram e se vão,nas imediações"beira rio" da cidade. O porto da balsa, que liga a cidade às comunidades/fazendas/Pedra Azul , só vendo para crê ! A balsa a todo momento, encalhando nas ribanceiras de areia provocadas pelo esvaziamento da barragem Irapé, basicamente entre quintas e sextas feiras das semanas. E agora, como será daqui pra diante, não há ponte, atravessar onde ? Os peixes, ôôô meu santíssimo subjetivo Deus ! O nosso saboroso camarão, lembra ? Não encontram mais locas nas pedras nos sequeiros para se reproduzirem, elas estão soterradas pela areia, do desce desce de todos os dias . Bem que gostaria de comer pelo menos um camarão, será que encontro facilmente ? Encontrei com uma amiga, pescadora, lá de cima , do Poção, disse : "o pêxe tá ficano dific, o vai e vem da água da barrag , suja a água, desentoca os pêxe e a gente vai ficano sem nada" ! Ontem mesmo, uma outra pessoa me disse, um jovem camponês, Emílio, do Assentamento Campo Novo, que fica junto ao rio , admirado falou : " eu sempre desci na beira do rio pra curti as belezas das praias aqui, eram lindas ! Branquinha ! Agora, depois da barragem de Irapé, é só lama e mato ". Caro companheiro e companheira, povo brasileiro, cidadão ou camponês, Eu não queria continuar falando desse "progresso", dessas contradições que navegam à séculos nessa região do Vale, por modelos de desenvolvimento americanizado/ocidental/europeu. Infelizmente, sinto na condição de externar meu sentimento como filho da terra. Mas finalizando : "prá não dizer que não falei das flores...", pelo menos, dona CEMIG e seus amigos/as internacionais, governador, etc, que falam de "progresso" para o povo do Vale,examinem os milhões de caramujos que estão no percurso da bacia do Rio Jequitinhonha, apavorando milhares de pessoas que ainda frequentam nosso rio. Antes da barragem caríssimo, "progresso", pouco ou nada se via desses caramujos nojentos, que poderá trazer mais "progresso" cistomosiados para o nosso povo do Vale! Plantem flores, no lugar dos caramujos e retrocessos ambientais e humanos que essa barragem promove. Plantem flores,"para e com" o povo e não “para” ! Pois o Povo do Vale, ainda Vale ! Sejam menos contraditórios !

GLOBALIZEMOS A LUTA, GLOBALIZEMOS A ESPERANÇA !

Decanor é de Jequitinhonha,
Pegagogo da Terra, militante da Cáritas no Baixo Vale , Fórum de Desenvolvimento das Entidades do Vale e ASA-MG.

sábado, 13 de junho de 2009

Sobre Política e Jardinagem... Rubem Alves


De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer chamado. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’. No lugar desse ‘fazer’ o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.

‘Política’ vem de polis, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade.
Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades: sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com oases. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’, ele nos responderia, ‘a arte da jardinagem aplicada às coisas públicas’.

O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.

Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade. A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.

Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.

Todas as vocações podem ser transformadas em profissões O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumente o deserto e o sofrimento.

Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a profissão política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, perguntado por Günter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: ‘Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade... Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem.’ Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.

Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. O triste é que muitos que sentem o chamado da política não têm coragem de atendê-lo, por medo da vergonha de serem confundidos com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs.

Escrevo para vocês, jovens, para seduzi-los à vocação política. Talvez haja jardineiros adormecidos dentro de vocês. A escuta da vocação é difícil, porque ela é perturbada pela gritaria das escolhas esperadas, normais, medicina, engenharia, computação, direito, ciência. Todas elas, legítimas, se forem vocação.

todas elas afunilantes: vão colocá-los num pequeno canto do jardim, muito distante do lugar onde o destino do jardim é decidido. Não seria muito mais fascinante participar dos destinos do jardim?

Acabamos de celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Os descobridores, ao chegar, não encontraram um jardim. Encontraram uma selva. Selva não é jardim. Selvas são cruéis e insensíveis, indiferentes ao sofrimento e à morte. Uma selva é uma parte da natureza ainda não tocada pela mão do homem. Aquela selva poderia ter sido transformada num jardim. Não foi. Os que sobre ela agiram não eram jardineiros. Eram lenhadores e madeireiros. E foi assim que a selva, que poderia ter se tornado jardim para a felicidade de todos, foi sendo transformada em desertos salpicados de luxuriantes jardins privados onde uns poucos encontram vida e prazer.

Há descobrimentos de origens. Mais belos são os descobrimentos de destinos. Talvez, então, se os políticos por vocação se apossarem do jardim, poderemos começar a traçar um novo destino. Então, ao invés de desertos e jardins privados, teremos um grande jardim para todos, obra de homens que tiveram o amor e a paciência de plantar árvores à cuja sombra nunca se assentariam.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Movimentos Sociais X Movimentos Reacionários...

Dá pra se ver como os movimentos populares hoje são atacados na grande mídia, seja ela 'global' ou não... Em tempos de crises, com os magos da economia não sabendo quais rumos tomar, os movimentos sociais vem trazendo um projeto pra combater a crise e este modelo capitalista...

E como não somente usar a força contra estes movimentos não está sendo suficiente, intensificou o ataque ideológico contra eles. Os movimentos que representam o povo conseguem ter uma perspectiva de como lidar com esta crise e traz uma perspectiva coerente e sustentável, só que vai de frente ao modo de vida imposto pela burguesia que hoje nos governa... Mostram que somente não usar um copo descartável e "se lixar" para as monoculturas não resolverá muito, vem mostrando que devemos mudar de hábitos cotidianos mas também re-pensarmos como estão mandando e comandando nossas vidas, desde impor fetiches de compra até ao que devemos (e como) plantar. E como reforçam isto: colocam na televisão, tanto nos jornais, novelinhas e comerciais que os trabalhadores dos MST e do Movimento Estudantil, por exemplo, são um bando de desocupado...

Sei lá, escrevi mesmo mais como reflexão... Tá muito urgente a maneira de como devemos encarar nossas vidas e de nossos companheiros, e eu acredito que somente com os movimentos sociais - MST, MAB, Movimento Estudantil, ... - podem nos dar esta perspectiva conjunta. Pelo menos assim eu consigo visualizar isto e foi como consegui presenciar como pode ser palpável esta realidade...

Abraços a tod@s!!!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Emocionante...

Não tem como não se emocionar ouvindo esta música de Violeta Parra... Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de conções como "Volver a los 17". Outra de suas canções, "La Carta", cantada em momentos de enorme comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, tem entre os seus versos o que diz " Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia". Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como "Gracias a la vida" embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites, assim como a letra comovedora de "Rin de Angelito", quando descreve a morte de um bebê pobre: " No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã".





Abraços a tod@s!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Muros...

Olá companheir@s de amor e luta... Nesta noite fria e acolhedora de segunda a noite, vai um ótimo texto que o companheiro Cabelo da UFV fez falando e refletindo sobre os muros... Muuito bom mesmo, vale dmais ler...



MUROS NÃO CAEM SOZINHOS
Lucas Ribeiro Prado


Quando caiu o muro de Berlim, mais uma vez se ergueu o capitalismo bradando a liberdade como sua palavra de ordem. Da mesma forma, que o fez quando cortou a cabeça da monarquia francesa, se libertando do parasitismo feudal e quebrando todos os muros que impediam a aplicação de sua riqueza acumulada durante o mercantilismo numa nova forma de exploração, que prometia liberdade e justiça, e que conhecemos hoje como capitalismo.


Muito bem, hoje nós continuamos trabalhando e sendo explorados, e a mando de nossos senhores-patrõ es levantamos muros maiores que aquele de Berlim. Muros ainda mais ideológicos que aquele que caiu como símbolo da derrota comunista. Afinal, os muros que levantam
os hoje, explicitam a insuficiência do capitalismo para organizar a vida humana.
Na lógica desse sistema até os muros são transformados em mercadorias e lucro para enriquecer as grandes empreiteiras transnacionais. Se erguem muros de segregação social, enquanto o povo não tem onde morar, mas a especulação imobiliária nas grandes cidades lucra milhões com prédios abandonados.


Em meio à crise mundial instalada, a construção de muros tornou-se mais uma saída das elites, para restabelecerem sua taxa de lucro, através do
aumento da exploração e da criminalização da pobreza. Tornando ainda mais difícil e desumana a vida dos trabalhadores e trabalhadoras.
Enquanto isso tem muito governante em cima do muro, fortalecendo gratuitamente as elites com uma mão e emprestando favores ao povo com a outra em troca do voto. A “democracia” se torna um muro cada vez mais alto, e os governantes ficam distantes da realidade do povo. O Estado se mostra como um muro a serviço das elites e é do lado pobre que eles soltam o aparato policial repressor.


No lugar do muro de Berlim que dividia ricos e pobres no poder, hoje os muros continuam dividindo ricos e pobres, mas ricos no poder e pobres sem nada. Como é o caso do muro de Gaza, do muro na fronteira do México, dos muros nas favelas do Rio de Janeiro. Verdadeiros muros políticos!


Os muros não são para proteger ninguém, pois somos nós que precisamos ser protegidos e não eles. Os muros servem para deixar claro que existe um poder e o povo deve ser mantido longe dele. Só teremos chances de vencer, se nos organizarmos enquanto classe, derrubando todos os muros que este sistema ergueu contra nós, fazendo cair os governantes hipócritas que se omitem em cima deles, e libertando de uma vez o povo trabalhador, que com seu trabalho explorado e alienado construiu não apenas muros, mas tudo que consumimos.


O muro de Berlim não fomos nós que mandamos levantar, nem nós que o derrubamos. Foi levantado pelo medo da burguesia, que só teme o povo no poder, pois o povo na miséria ela só faz esmagar e criminalizar. Foi derrubado pela ideologia burguesa dominante no ímpeto de se auto-afirmar como única alternativa da humanidade. Foi derrubado por promessas não cumpridas de redução da pobreza, de paz e de justiça.


Os patrões estão construindo seus próprios paredões, onde serão julgados pela justiça do povo e antes que eles destruam seus próprios muros com suas guerras imperialistas, nós o faremos com nossa luta consciente, para no seu lugar, construirmos com trabalho emancipado e o povo no poder, casas dignas onde possamos morar, viver e sermos livres.




Abraços a tod@s!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Líderes e Lideranças...

"Não se anda nem a frente nem atrás do povo, mas sim com o próprio povo" - Che



Como disse sabiamente o Kakashi-sensei ao Sasuke bem no iniciozim do Naruto, "prego exposto tem que ser martelado".... E vendo no dia-a-dia, principalmente quando se faz certas coisas em grupo, sempre tem um querendo aparecer...



Ai dá pra se pensar um pouco, será que é preciso? Vale mais ter um líder forte ou um grupo forte?




Tem-se hoje uma concepção muito errada que um líder é alguém que comanda, dá as cartas, sendo que na verdade deveria ser o representante e fazer somente o que é de interesse em comum...

Na verdade nunca precisamos de líderes, e as vezes de representantes, mas precisamos urgentemente de articuladores. De pessoas que pensam no grupo, constroem este e sempre tenta contribuir pro crescimento coletivo, nem pensando "antes ou depois, mas com eles", como disse Che...


Sei lá, esta postagem veio mais como um desabafo de ver tanta "estrelinha" em algum/uns grupos para pouco céu, gente se colocando como o construtor de um ou mais coletivos e que se diz pensando mais afrente que eles, mesmo também se declarando como "uma pessoa não individualista". Vale a reflexão: líderes ou articuladores que precisamos?


Abraços a tod@s!!!

domingo, 24 de maio de 2009

O Grande Espírito Gandhi!!!

Assistindo neste sábado o filme sobre a vida do Grande Espírito Gandhi, ou Mahtma Gandhi, faz ter várias reflexões sobre as nossas vidas, em especial a uma vida que tenta-se dedicar a militância...
Sem agredir porém nunca se entregando a ninguém... Não-uso da violência porém não-pacifidade.... Saber lutar sem nunca se entregar, sem punir ninguém...


Um advogado formado na então super-potência, a Inglaterra, que fazia suas próprias roupas e andava como e com os pobres do seu país, pois não se luta para o povo, se luta com o povo entendendo sua dor e sofrimento.

Com um jeito simples de falar, desde que exercia a advocacia, um homem "de cor" e franzino, conseguiu conduzir uma nação inteira a liberdade, tanto contra a Inglaterra quanto libertando o estado Paquistanês.

"Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é 'tabu'".
Elevou o seu povo a liberdade, andando com ele e sem conduzí-los mas mostrando aquilo que acreditava. Um novo jeito de fazer revolução: respeitando a si mesmo, os seus irmãos do país e seu inimigo. Maneira de pensar e principalmente de ajir que deve ser seguida e implementada aos pensamentos populares clássicos.
Assistam ou de preferência leiam sobre a vida deste homem, que teve seu corpo atacado, foi ofendido e teve seus próximos igualmente humilhados mas nunca perdeu o mais importante: sua dignidade!!!


Abraços a tod@s!!!

sábado, 23 de maio de 2009

Como pode...???



"minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos..."


"Você pode até dizer que eu estou por fora, ou então que eu estou enganando...", mas não tem como entender tanto conformismo, tanta desilusão. Como se pode, ou melhor, como se consegue ver um irmão passando fome, sendo morto ou até sendo explorado as custas de alguns poucos continuarem no luxo... E mesmo assim, mesmo ele também sofrendo, continua com tudo, como se fosse tudo normal ou habitual...

Disse uma vez Mahatma Gandhi que o que conforta é que sempre a justiça e o amor sempre vencem, mesmo que o inimigo agora pareça ser inatingível, ele sempre cái. Pelo menos isto alivia o coração, nos dá esperança de que a luta dos que foram, nossa e dos que virão tem um sentindo, um norte... Haverá o momento em que todos seremos verdadeiros companheiros, ou melhor, verdadeiros irmãos, e toda esta opressão que nos abafa irá cair. Haverá o momento em que veremos uns aos outros tendo a certeza que estamos nos vendo, e que este irmão pode viver em paz sem ser explorado e que todos possamos viver em liberdade!!!
Abraços a tod@s!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sonhos nunca envelhecem...

Existem ainda aqueles que defendem com muita luta os seus direitos.


E os estudantes são:... De luta!!!



Caros companheiros de amor e luta, os estudantes da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) em Lages/SC seguem lutando por seus direitos como estudantes... Segue o relato da companheira e amiga da FEAB (Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil), Ester Hoffmann, contando como está... Muita força companheir@s (pelo menos fica uma força "online", rsrs)...







"As mobilização por assistencia estudantil continuam na UDESC em Lages.


No dia 29 de abril foram iniciadas as mobilizações na UDESC de Lages pelo direito do/as estudantes à assitencia estudantil.Hoje, dia 15 de maio, em um dia que amanheceu com a temperatura próxima a zero graus na região serrana, o/as estudantes iniciaram o trabalho cedo. Com faixas que diziam: "4,30 não dá, RU já" esperaram o/as estudantes chegarem já no portão de entrada para conversar, mobilizar para a Assembléia que ocorreu após uma grande concentração em frente ao prédio da direção do centro. A mobilização se deu devido a presença do pró-reitor de extensão na universidade.


A proposta do pró-reitor foi de haver apenas uma reunião com representantes dos CA´s, mas o/as estudantes reivindicaram que o debate fosse realizado em Assembléia coordenada pelo/as próprio/as estudantes e assim aconteceu.


A UDESC é uma das piores Universidades do Brasil no que se refere ao debate de permanencia do/as estudantes na universidade, não dispondo de restaurante universitário nem moradia estudantil. As cantinas responsáveis pela alimentação do/as estudantes tem concessões através de processos de licitação, onde o preço base utilizado é dos restaurantes mais caros da cidade.

Ao longo dos anos o/as estudantes vem travando esta luta pelo Restaurante universitário. A justificativa da universitária para não viabilização é que o perfil do/as estudantes é de classe média e não necessitam assistencia para permanencia. Se o processo de vestibular já é um afunilamento para o acesso, imagina uma universidade sem assitencia alguma?


A luta que se iniciou no mes passado no campi de Lages tendo como pauta imediata a redução dos preços da cantina. soma força agora com uma pauta mais consistente pelo Restaurante Universitário. E essa luta vem sendo travada também nos demais centros da UDESC.


Seguimos em luta"




Abraços a tod@s!!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gripe Suína foi Originada pelo Agronegócio Internacional ...

O que a mídia chama de gripe suína, ou mais atualmente de gripe A, é a rigor é a doença originada do agronegócio internacional. Por isso, que o nome que se dá a coisas, objetos, projetos, episódios e até a doenças é muito importante. Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral. Estão chamando-a de forma imprópria de gripe suína. Nada mais ideológico; nada mais acobertador da verdade. O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos o resultado é o vírus oportunista que acomete animais e imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas e fruto de cruzamento clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal.



Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas granjas Carroll, no estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no estado de Virginia, nos Estados Unidos. A Smithfield Foods detém as marcas de alimentos industriais como Butterball, Farmland, John Morrell, Armour (que já teve frigorífico no Rio Grande do Sul e na Argentina), e Patrick Cudahy. Trata-se da maior empresa de clonagem e criação de suínos do mundo, com filiais em toda a América do Norte, na Europa e também na China. Desse jeito, pode-se ver que não é possível continuar chamando a gripe de suíno, pois se trata de um vírus oportunista que apenas valeu-se de condições biológicas ótimas propiciadas pela grande indústria farmacêutica, a grande indústria que lida com engenharia biogenética, os oligopólios de alimentos e seus satélites de grãos e sementes. Todos esses setores contribuíram, de uma certa forma, com uma parcela para criar essa pandemia mundial de gripe viral. O nome da gripe, portanto, não é suína, o nome da gripe é gripe do agronegócio internacional, que precisa responder judicialmente o quanto antes de forma urgente pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial.



Aliás, é muito estranho que justo no momento em que dois grandes laboratórios farmacêuticos mundiais que estavam a beira da falência, refiro-me aos laboratórios Roche e Glaxo, surja essa epidemia de gripes. É muito estranho tudo isso uma vez que são os fabricantes de medicamento que combatem a gripe, embora de forma paliativa.Pois nestes últimos dias as ações em Bolsas desses laboratórios subiram de forma exponencial, salvando-os da falência. Especula-se que a Roche e a Glaxo tenham introduzido o vírus da gripe nos criatórios de suínos no México e nos Estados Unidos. Hora, com a ganância do grande capital tudo é possível. Pensem nisso, enquanto eu me despeço...



Abraços a tod@s!!!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Independencia Latinoamericana y Caribeña

Caracas, jueves 23 de abril de 2009

DECLARACIÓN DE INDEPENDENCIA LATINOAMERICANA Y CARIBEÑADEL 19 DE ABRIL DE 2010*


PREÁMBULO
Nosotros latinoamericanos y caribeñosHuérfanos de los caminosDescendientes de los éxodosExpulsados de los confinesFugitivos de los infinitosGotas de todas las sangresHerederos de todos los yugosInquilinos de las fosas comunesTataranietos de los genocidiosHabitantes de la desmemoriaNáufragos de la humillaciónAhítos de asco

CONSIDERANDO
Que nadie puede negarnos el derecho a ser nosotrosQue ninguna boca requiere que otra hable por ellaQue nuestra mano no debe estrangularnosQue idea impuesta no es ideaQue quien piensa es libreY quien oprime, esclavo

NOS PROCLAMAMOS
Irrevocablemente libres de toda Conquista y Reconquista y CoronaIrreversiblemente independientes de toda DependenciaEcológica, Social, Económica,Política, Diplomática, Militar, CulturalHabida o por haberVenida o por venirPensada o impensableCriaturas del Reino de la Libertad


¿ACASO CINCO SIGLOS DE DESTRUCCIÓN DE NUESTRA AMÉRICA NO BASTAN?
Pronunciamos por siempre libre el cuerpo de nuestra geografíaDeclaramos exentos de sobreexplotació n nuestros recursos;Proclamamos la sustentabilidad, la conservación, el reciclajeRespiramos con los impolutos pulmones del mundoRescatamos de toda privatización la sangre de nuestras aguasDeclaramos cuerpo propio la tierra, los bosques, los mineralesÓrganos nuestros para nuestras necesidadesExento el amor del contaminante y del desecho tóxicoNuestra biodiversidad inmune a la patente y al exterminioAbsueltos de la hipoteca sobre el genoma humanoDesencadenados de concesiones a las transnacionalesHijos de la Tierra de donde surgimos y hacia la cual regresamos


¿ACASO QUINIENTOS AÑOS DE DEPENDENCIA NO BASTAN?
Declaramos abolido el oligopolio sobre el trabajoEl dividendo sobre la infamiaEl monopolio sobre el sudorEl latifundio sobre la sangreLa esclavitud de la deudaLa servidumbre de la especulaciónNo reconocemos diferencia de raza ni etnia ni casta ni claseNi hombres ni pueblos vendidos como esclavosYa no más rematados comprados ni alquiladosHipotecados ni subarrendados ni dados en prendaNi subastados ni pignoradosLibres del Libre ComercioProtegidos contra Tratados de Protección de InversionesDesempaquetados de PaquetesRecetados contra RecetariosEscapados de usura y especulaciónLiberados de capitales golondrinas, que no volveránPor siempre libres de la pobrezaDueños de la riqueza que creamosAmos todos de industrias que producen para todosProclamamos la Moratoria Universal de la Deuda OdiosaDe cada quien según su corazón y a cada cual según su humanidadExentos de la servidumbre hacia la divisaIntercambiando en un mismo signo la infinitud de los signosPor único valor el trabajoPor único trabajo la felicidadAnte la agonía del orden de la infamia

¿ACASO CINCO SIGLOS SIN SOBERANÍA NO BASTAN?
Por la sangre derramada libresPor la carne engendrada soberanosZafados de los pactos que entregan aguas y airesLibres del fariseo que monta leyes como cepos para esclavizarnosAnulada la sentencia leprosa que nos unce a la ley y al tribunal extranjerosArrojados los fariseos del juzgado y los burócratas del PalacioLibres de los tributos recesivos que perdonan al rico y sacan el ojo al pobreDesagregados del Impuesto al Valor AgregadoSalvados de los Tratados contra la Doble Tributación que arrancan las entrañas al latinoamericano y exoneran de impuesto al extranjeroInmunizados contra el político con un bolsillo y diez lealtadesBorradas las fronteras entre América Nuestra y Nuestra América


¿ACASO CINCO SIGLOS DE INVASIONES NO BASTAN?
Proclamamos la Independencia PermanentePueblos en armas y armas del puebloEjército del pueblo y pueblo ejércitoImplantamos la legítima defensa de la dichaNunca más hincados los puñales de las bases militares foráneasSanados de la herida de las intervencionesSalvada la patria de la planta insolente del mercenario extranjeroBorrada la huella del marineExpurgados de paramilitares y paragobiernos y paratribunalesPurgados de narcopresidentes y narcobingos y narcocasinosRedimidos del juicio del Cartel y la ley del sicarioInmunes contra el Terrorismo de EstadosYa no más desaparecidos ni falsos positivosNi desplazados ni Madres enlutadasIrreductibles en el deber sagrado de la RebeliónIntegrados en alianza defensiva propiaAntes coordinados siempre hermanadosEn defensa de la frontera sin fronterasNi bloqueos ni escisiones ni secesionesNo queremos Republiquitas, ni aldeítasno anhelamos parroquias ni feudosLa Patria Grande para el Pueblo InmensoPara nosotros la Patria es América


¿ACASO CINCO SIGLOS DE ANTICULTURA NO BASTAN?
Fugitivos de la mazmorra del caletreIncrédulos de toda divinidad que no se eleve a humanaCreyentes del evangelio del pan y de la letraLibres del pecado mortal de la ignorancia;Convencidos de que la sabiduría sólo sabe bien al compartirlaRedimidos de la enseñanza tarifada;Por siempre absueltos de la pedagogía de la servidumbre;Bautizados en el santo credo de la curiosidadIrreductibles en la rebelión de la originalidad;Ahítos de los frutos de la ciencia del bien y del mal:Exentos de la cultura de puertosPrófugos de la maquila del pensamientoInmunizados contra la franquicia intelectualDescalzos de las hormas de la academia exquisitaSaneadores del prostíbulo de la industria culturalSin concesiones sobre la mente ni el espacio radioeléctricoDueños de medios que enseñan a no tener dueñosConvertidos el pueblo y el mundo en aulasHerreros de la fusión de la ciencia y la concienciaInmersos en la humanidad de las HumanidadesIrrevocablemente amos de la voz conque hablamosEstremecidos en la eucaristía de la palabraEmpecinados en el vicio de pensarnosConquistadores del sueño de la propia imagenMirándonos en el espejo de las aguas del puebloLibertinos de la fiesta de la IdeaSangres unidas en la Hermandad de la InvenciónLuces encendidas para las AméricasSignos para quien nos comprendeY para quien no, deslumbramientoPensar esta Independencia es vivirlaVivirla es conquistarlaPatria Grande y Vida



¡Vencemos!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Consciência deve ter Pesado, ou o Peso de um Falso Testemunho deve ter Influenciado.

Reportagem muito boa e "educativa", sobre a última reportagem que o Fantástico exibiu no último domingo, dia 26/04/09, sobre o MST e o conflito na fazenda de Daniel Dantas. Esta reportagem é de Max Costa que é jornalista em Belém e afiliado ao PSOL. Ela foi publicado no site do Brasil de Fato: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/reporter-da-tv-globo-desmente-versao-de-carcere-privado



"Vitor Haor, repórter da TV Liberal - afiliada da TV Globo -, depôs ao delegado de Polícia de Interior do Estado do Pará e negou que os profissionais do jornalismo tenham sido usados como "escudo humano" pelos Sem Terra, bem como desmentiu a versão - propagada pela TV Liberal, afiliada da TV Globo e outras emissoras - de que teriam ficado em cárcere privado, durante conflito na fazenda Santa Bárbara, em Xinguara.
Está de parabéns o repórter - um trabalhador que foi obrigado a cumprir uma pauta recomendada, mas que não aceitou mais compactuar com essa farsa. Talvez tenha lhe voltado a mente o horror presenciado pela repórter Marisa Romão, que em 1996 foi testemunha ocular do Massacre de Eldorado dos Carajás e não aceitou participar da farsa montada pelos latifundiários e por Almir Gabriel, vivendo desde então sob ameaças de morte.
A consciência deve ter pesado, ou o peso de um falso testemunho deva ter influenciado. O certo é que Haor não aceitou participar até o fim de uma pauta encomendada, tal quais os milhares de crimes que são encomendados no interior do Pará. Uma pauta que mostra a pistolagem eletrônica praticada por alguns veículos de comunicação e que temos o dever de denunciar.
Desde o início, a história estava mal contada. Um novo conflito agrário no interior do Pará, em que profissionais do jornalismo teriam sido usados como escudo humano pelo MST e mantidos em cárcere privado pelo movimento, em uma propriedade rural, cujo dono dificilmente tinha seu nome revelado. Quem conhecia e acompanhava um pouco da história desse conflito sabia que isso se tratava de uma farsa. A população, por sua vez, apesar de aceitar a criminalização do MST pela mídia e criticar a ação do movimento, via que a história estava mal contada.
As perguntas principais eram: como o cinegrafista, utilizado como "escudo humano" - considero aqui a expressão em seu real sentido e significados -, teria conseguido filmar todas as imagens? Como aconteceu essa troca de tiros, se as imagens mostravam apenas os "capangas" de Daniel Dantas atirando? Como as equipes de reportagem tiveram acesso à fazenda se a via principal estava bloqueada pelo MST? Por que o nome de Daniel Dantas dificilmente era citado como dono da fazenda e por que as matérias não faziam uma associação entre o proprietário da fazenda e suas rapinagens?
Para completar, o que não explicavam e escondiam da população: as equipes de reportagem foram para a fazenda a convite dos proprietários e com alguns custos bancados - inclusive tendo sido transportados em uma aeronave de Daniel Dantas - como se fossem fazer aquelas típicas matérias recomendadas, tão comum em revistas de turismo, decoração, moda e Cia (isso sem falar na Veja e congêneres).
Além disso, por que a mídia considerava cárcere privado, o bloqueio de uma via? E por que o bloqueio dessa via não foi impedimento para a entrada dos jornalistas e agora teria passado a ser para a saída dos mesmos? Quer dizer então que, quando bloqueamos uma via em protesto, estamos colocando em cárcere privado, os milhares de transeuntes que teriam que passar pela mesma e que ficam horas nos engarrafamentos que causamos com nossos legítimos protestos?
Pois bem, as dúvidas eram muitas. Não apenas para quem tem contato com a militância social, mas para a população em geral, que embora alguns concordassem nas críticas da mídia ao MST, viam que a história estava mal contada. Agora, porém, essa história mal contada começa a ruir e a farsa começa a aparecer."
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Abraços a tod@s!!!

Refletindo um pouquinho sobre a realidade atual...

Vendo a atual situação mundial, não tem como não se falar em crise... E tentando compreender um pouquinho como se estruturou esta crise e como combatê-la, vou tentar compartilhar alguns debates e reflexões que contribuem para entender o que está acontecendo...

"Alguns Aspectos Fundamentais para o Debate sobre a Crise:

. Nossa geração está vivendo um período histórico que representa a mais grave crise vivida pelo modelo capitalista da história. Tivemos uma grande crise no final do século 19, que resultou na Comuna de Paris, guerras na Europa e um movimento de independência das colônias na periferia do sistema. Depois tivemos a grave crise de 1929 a 1945, que resultou na Segunda Guerra Mundial, na adoção do nazi-fascismo pelos capitalistas para enganar as massas, mas também resultaram em muitas revoluções sociais, em todo o mundo; algumas derrotadas e outras vitoriosas. E agora vivemos a terceira maior crise do modo de produção capitalista, sendo então um período muito especial e grave, podendo surgir disto um capitalismo renovado, mas ainda explorador e excludente, ou vai resultar num longo período de ajustes em que a humanidade possa dar saltos de organização e superar as perversidades capitalistas.

. A natureza desta crise não é apenas do modo capitalista de organizar a produção, como em outros casos, mas ela está afetando os recursos naturais, o meio ambiente, com alterações climáticas graves. Afeta as condições de vida de bilhões de pessoas que hoje vivem sobretudo nas grandes cidades, e portanto tem um componente social ainda maior. É uma crise política, que desmoralizou os organismos internacionais em vigor, como a ONU, OMC, G-8 etc. E é uma crise que, segundo alguns analistas, afeta os próprios paradigmas fundantes do capitalismo, relacionados com a forma de gerar falsas necessidades humanas, falsos valores de convivência (agora fundados no egoísmo, individualismo e consumismo desnecessário).

. Só haverá saída, com consciência, organização do povo e muita luta social. A gravidade e profundidade da crise vai nos exigir muitas energias para podermos levar o debate para o povo. Estimular a organização e a consciência social e, sobretudo, estimular a luta social para defender os direitos sociais e impedir que a crise se abata sobre os trabalhadores. Daí a necessidade de realizarmos um verdadeiro mutirão de debate, em todas as bases sociais organizadas, de todas as formas, para que possamos estimular o povo a lutar, defender seus direitos e superar essas pervesidades. Será um longa 'jornada' que certamente necessitará de anos de muita mobilização e lutas sociais. E somente a luta social poderá alterar a correlação de forças na sociedade e provocar um novo contexto histórico, que permite às classes trabalhadoras avançarem. E, se não fizermos isso, teremos como pena o ônus de toda a crise que o capital nos jogará."



Abraços a tod@s!!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Movimentação Estudantil pra movimentar a vida....



Este foi um Ato Público que cerca de 300 estudantes de agronomia de todo país reunidos no 49º Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia (CONEA) em Cuiabá/MT no ano de 2006 realizaram nas ruas da capital Mato-Grossence... Dá até uma certa nostalgia, pois foi meu primeiro contato com o Movimento Estudantil e, então, com a FEAB (Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil)...
Posso dizer que depois deste congresso, muito coisa em minha vida mudou... Muita mesmo, e ainda bem que pra melhor....

Abraços a tod@s!!!

22 de abril, Dia do Planeta Terra ...! ...?

"No dia 22 de abril comemora-se o dia do Planeta Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas." (Site do Yahoo! Brasil, http://br.noticias.yahoo.com/s/20042009/48/saude-no-dia-22-abril-comemora.html)

Pensando em nossas ações dia-a-dia, dá pra ver o quanto temos feito para ajudar nosso planeta a não extinguir-se, ou melhor dizendo, não nos expulsarmos dele como um corpo doente elimina sua doença. Fazemos um minuto de silêncio em um grande show no Rio por um mundo melhor, apagamos as luzes por uma hora pra mostrar como me preocupo com as causas ambientais ou me emociono vendo o quanto o povo na África passa dificuldades através do Fantástico domingo a noite. Mas e ai... Não desmerecendo pequenas atitudes cotidianas, que por sinal ajudam muito a amenizar os problemas da nossa "nave mãe", mas será que somente elas são suficiente???

Do que vale, por exemplo, somente não utilizar copos plásticos se por um lado não fazemos nada contra o desmatamento para a implantação de monoculturas de soja ou eucalipto, ou se me emociono e sensibilizo ao ver a situação de nossos irmãos africanos sendo que não faço nada para mudar este modelo, também chamado de "sistema", que torna interessante mantê-los naquela situação para algumas poucas pessoas/empresas continuarem a ganhar seus lucros pela utilização de mão de obra barata ou até escrava.... Atitudes pequenas ajudam, mas não resolvem a situação no nosso planeta. Realmente é duro ouvir isto, mas é fato. Somente ações coletivaspodem reverter este quadro que é posto para nós... Devemos sim não jogar o papel de bala no chão ou na janela do carro, mas também devemos lutar contra a implantação da monocultura das pastagens na amazônia que derrubam nossas florestas tropicais...

As vezes reflito se não é cômodo ou até mesmo estratégico para o(s) grupo(s) dominante(s) que pensamos assim mais no foco individual, não do coletivo, isto porque se formos realmente fazer uma ação em pró a nossa Terra iremos é mudar todo modo de produção de bens primários (alimentos, celulose, minério...), relações entre nós seres humanos (quebrando isto da competitividade e hierarquia) baseando então no respeito ao próximo e respeitaremos a biodiversidade nos entendendo como animais componentes desta, nem melhores e nem piores, mas iguais!!!

Espero que o Dia do Planeta não seja somente neste dia 22 de abril, mas todos os dias, para o nosso próprio bem!!!


Abraços a tod@s!!!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Assembléia Popular em São João "del Pueblo"

Em tempos de crise foi colocado para nós, povo brasileiro, pela ministra Dilma Russeff, que todos nós devemos fazer nossa parte para superar este momento difícil. Todos nós devemos compartilhar as dificuldades impostas por esta situação e devemos compartilhar das dívidas que ocorrerão, além das demissões e outros fatos... Mas afinal, nós que instauramos esta crise no modelo capitalista? Antes dela se estabelecer de fato, também tínhamos os lucros dos empresários divididos conosco? E porque somente os trabalhadores que estão pagando, pois estão sendo demitidos e tendo seus salários reduzidos em pró a continuidade dos lucros das transnacionais? E ainda neste cenário, são investido em bancos, nacionais ou não, para eles não quebrarem e continuarem com seus lucros, além de concretizar que nossas riquezas continuem a ser entregue: nossas terras, água, sementes...
Frente a esta situação, o povo se organiza e discute propostas concretas para enfrentar esta crise e a realidade que tende a se agravar com esta crise internacional, os problemas ambientais. A "Assembléia Popular" vem desta necessidade de compreender, questionar e enfrentar estas condições. É preciso construir um caminho que nos conduza a transformações profundas, estruturais da sociedade. Mudanças que nos levem a novas relações entre as pessoas e destas com a natureza. É preciso construir um Projeto Popular para o Brasil.
Este caminho está sendo construído em conjunto com os estudantes, sindicalistas, atingidos por barragens, indígenas, trabalhadores autônomos e sem terra que estão reunidos entre os dias 18 a 21 de abril na Universidade Federal de São João/MG, debatendo e propondo de acordo com esta situação, focando na temática "Desvelando Conflitos Ambientais". Este espaço de organização, troca de saberes e de luta não é restrito somente a estas datas, é um espaço vivo e dinâmico que vai desde a sua contrução e se extende a continuidade por aqueles que contribuiram e participaram...
Nós, povo brasileiro, enquanto grande maioria que somos, trabalhadores, devemos e temos que nos organizar e construir uma nova perspectiva ao modelo capitalista, construindo um sistema que realmente atenda as nossas necessidades e não mais somente de uma minoria que detem o poder!!!
"Que os ricos paguem pela crise!!!"
"Juventude que ousa lutar, constroe o poder popular"


Abraços a tod@s!!!

Pra começar, que seja bem....


Perguntas de um Operário que Lê. (Bertolt Brecht)

"Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas"


Bom, primeria postagem não tinha que ser diferente, com Bertold Brecht... Se é pra começar que seja bem, então não tinha com ser diferente, tinha que ser com um poeta amante de política e revoltado com as injustiças sociais...

Abraços a tod@s!!!