sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

01/01/2010... Antes de desejar um feliz ano novo e muitas coisas para o mesmo, é melhor tomarmos certos atos como verdadeiros exemplos de vida, para este ano e para todos que virão... E neste primeiro dia do ano completam 51 anos da gloriosa Revolução Popular Cubana!!! Movimento poético e libertário, que inspiram pessoas até os dias de hoje como exemplo vivo de superação e luta em pró ao próximo e principalmente a liberdade! Sabe-se que há muitos problemas e que isto faz com que os próprios cubanos peçam a mudança deste estado de transição ao socialismo, porém todos pedem melhorias e nunca pedem o retrocesso ao capitalismo!!! Que nossa geração tome ainda o cunho revolucionário e libertário, inspirado no povo cubano e em seus eternos heróis, Che e Fidel!!!

"Hasta la victória, siempre!"



Segue a carta da juventude comunista cubana em comemoração aos 51 anos da Revolução Cubana:

Unidos, continuaremos compartiendo la batalla

Mensaje de la juventud cubana con motivo del 51 Aniversario del Triunfo de la Revolución

Solo faltan unas horas para celebrar juntos, con la alegría de vivir en esta patria grande y libre, el Aniversario 51 del Triunfo de la Revolución, símbolo de justicia, igualdad y decoro, frente a los siniestros propósitos del imperio y sus cómplices, quienes con tanto egoísmo e irracionalidad conducen a la destrucción acelerada del planeta y la vida.

Patentizamos nuestra solidaridad con los hombres y mujeres de todas las edades que en las calles de Copenhague libraron una ejemplar batalla por el futuro; de modo especial con los jóvenes, los que a pesar de una feroz represión defendieron la esperanza de millones de seres humanos.

El capitalismo es el camino a la destrucción; y dos ejemplos demuestran cómo ha destruido, violado todas las reglas jurídicas y morales, claves esenciales de la humanidad: el Golpe de Estado en Honduras y la injusta prisión de nuestros cinco compatriotas. Solo un sistema social justo y verdadero, de profundos valores éticos, como el socialismo, es capaz de salvar la vida y llevar al ser humano a condiciones dignas de existencia.

Defender las banderas del socialismo en Cuba es un compromiso con la humanidad que los jóvenes cubanos de hoy, con nuestra peculiar manera de ser y pensar, el lenguaje de los nuevos tiempos, las costumbres de esta época, tenemos la responsabilidad histórica de reafirmar, conscientes de que en lo adelante todo será más difícil pues que el enemigo no descansará en el empeño de destruir la Revolución empleando cualquier vía: el criminal bloqueo que dura ya más de cinco décadas, y la sucia guerra ideológica, hoy con métodos cada vez más sutiles, utilizando recursos de todo tipo para mentir, engañar, y sembrar incertidumbres.

Estamos inmersos en nuestro IX Congreso, afianzando a la UJC como la organización juvenil del Partido Comunista de Cuba, forjada en la concepción marxista leninista, las ideas y la práctica del pensamiento de Martí, de Mella, y el ejemplo imperecedero de Fidel y de Raúl.

Unidos, continuaremos compartiendo la batalla, los riesgos, los sacrificios, los objetivos, ideas, conceptos y estrategias, a los que se llega mediante debates y análisis; vinculados al aporte productivo y la elevación de la conciencia económica. Contribuiremos a perfeccionar nuestro socialismo y lo disfrutaremos estudiando, trabajando, construyendo esta obra de infinito amor que es capaz, pese a limitaciones y obstáculos, de proteger al ser humano, contar con él y salir victoriosa. Libraremos la lucha común contra los anexionistas, los vendepatrias y corruptos; siempre alentados en un único horizonte: el de la esperanza.

¡Hasta la victoria siempre!
¡Muchas felicidades a todos nuestros compatriotas!
¡Vivan Fidel y Raúl!
¡Patria Socialista o Muerte!
¡Venceremos!
Buró Nacional de la Unión de Jóvenes Comunistas




Abraços a tod@s!!!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Para os que Virão - Thiago de Mello


Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.

Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.

Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoa
do singular - foi deixando,
devagar, sofridamente
de ser, para transformar-se
- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa
do plural.

Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.

É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
( Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros. )
Se trata de abrir o rumo.

Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

RODA VIVA!!!

Mesmo depois de eleitos, ainda enfrentamos muitos desafios perante a outra chapa... Continuam apontando dedos e nos julgando, além de afirmarem que não faremos uma ou outra atividade...

Bien, para este só resta aguardar e conferir o trabalho... Não apontaremos e principalmente retrucaremos os comentários, o fruto de nosso trabalho irá falar pela gente... Como dito antes, a pureza da militância nos trouxe a vitória, e ela que fará com que nunca desistamos de lutar e trabalhar...

Viva o DCE livre! Viva o Movimento Estudantil forte e autônomo!!!
DCE UFVJM Roda Viva!!!




(Composição, Chico Buarque)

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Libertade no Movimento Estudantil da UFVJM... Vence a Chapa do DCE Roda Viva!!!


02/dezembro... Desde agosto um grupo disposto a assumir o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, se perguntam se vale a pena...

Depois de muito suor, luta, sangue e literal doação, depois de enfrentar cancelamento de um primeiro processo eleitoral, depois de enfrentar apontamentos de dedos quanto a nossa postura, pensamento, propostas e até e maneira de vestir, além destas agressões psicológicas e até físicas e além de enfrentar baixarias como pixações de cartazes, piadinhas de professores pelegos, apelidos e rancações de cartazes, Vencemos!!!

Nos mantivemos a todo momento com uma postura de apresentar propostas e sempre com um pensamento voltado aos verdadeiros interesses dos estudantes, sem nenhum partido ou político nos guiando ou financiando. Lutamos e nos doamos, deixamos provas, deixamos de almoçar para xerocar panfletos, entramos em crise e levantamos em muitos momentos: vale a pena?

Com a pureza da real militância, e com a diferença de 29 votos de um total de 849, vencemos a eleição!!! Hoje somos um movimento livre e forte, seremos para e com os estudantes a sua voz!!!
Sempre nos perguntamos: vale a pena? Hoje respondemos: vale a pena!!!

DCE UFVJM - RODA VIVA!!! Fruto de um trabalho não somente deste grupo, mas um trabalho do Aranã, Retalhos de Fulô, FEAB, Coletivo Travessia, ABEEF e Pé Rachado. Obrigado a tod@s que sempre acreditaram. .. Sempre é bom estar entre companheiros e camaradas!



Hasta la victória, siempre!!!




"Das ruas, das praças, a gente não saiu! Aqui está presente o Movimento Estudantil!"

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Laranjas e a Gente...

Buenas noches companheir@s!!!



A imagem aérea de um trator derrubando uma fila de pés de laranja em um gigantesco laranjal parece chocar mais certos setores da sociedade do que a visão de milhares de pessoas sem terra e suas famílias acampadas precariamente sob tendas de plástico preto na beira de várias estradas brasileiras.

Não pretendo dizer com isso que os fins justifiquem os meios, mas após o choque inicial do poder da imagem disseminada pelos meios que costumam demonizar a luta pela terra, é bom procurar se informar do que realmente aconteceu e quaisas motivações que geraram o ato perturbador.

Desde o dia 28 de setembro, 250 famílias de sem terra estavam acampadas na fazenda onde a Cutrale, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro, planta laranjas. O objetivo da ação era denunciar a ocupação irregular deterras da União pela Cutrale. O MST afirma que a empresa plantou laranjas na fazenda como forma de legitimar a grilagem de área pública. A produtividade dafazenda não poderia esconder a grilagem como ato ilegal e criminoso.

Muito bem. Esta é a versão do MST e cabe verificar se corresponde à verdade. O Incra confirma que já luta há três anos pela recuperação da fazenda ocupada pela Cutrale, assegurando que pertence à União. De acordo com o instituto, a fazenda integra um conjunto de terras públicas da União que constituíam o antigo Núcleo Colonial Monção.

Ainda segundo o Incra, o Núcleo Colonial Monção tem sua origem há 100 anos. Foi criado a partir de um grupo de fazendas compradas pela União ou recebidas empagamento de dívidas da Companhia de Colonização São Paulo/Paraná. Essas fazendas somavam aproximadamente 40 mil hectares, nos municípios de Agudos, Lençóis Paulista, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara.

A primeira ocupação na região ocorreu em 1995, e dois anos depois o Incra reivindicou a fazenda Capivara, em Iaras, obtendo 30% do imóvel como tutela antecipada, o que resultou, em 1998, na criação do assentamento Zumbi dos Palmares. Em 2007, a Justiça Federal garantiu ao Incra os 8 mil hectares totais da fazenda.

Verifica-se com isso, que a disputa por estas terras tem mais de 10 anos, e a Cutrale se instalou nelas há cerca de cinco anos. Ou seja, tinha conhecimentode que o governo as considerava públicas e mesmo assim levou adiante o seu projeto de plantio de laranjas. Apesar da origem centenária do núcleo, a Cutrale informa que tem a posse legal das terras. Depois que a Justiça concedeu a reintegração de posse à Cutrale, no último dia 29, portanto um dia após adestrição dos pés de laranja, o Incra entrou com petição na Justiça Federalcontra a decisão, com base no argumento de que a área de 40 mil hectares pertence à União.

O que se deduz, então, é que a Cutrale plantou suas laranjas em terras reivindicadas pela União para efeito de reforma agrária. Nesse sentido, a lutado MST é duplamente justa. Primeiro, como denúncia de grilagem em terras públicas e depois pela própria terra para assentar trabalhadores.

Pode se questionar a forma de ação do MST, mas sem ela não teria vindo à tona a ocupação e uso ilegal de terras públicas. A bancada ruralista no Congresso aproveitou rapidamente a comoção causada pelas imagens para aprovar relatórioda senadora e latifundiária Kátia Abreu abrandando as exigências deprodutividade para que uma fazenda não seja desapropriada para reforma agrária.

Em outra frente de ação, tenta ressuscitar uma CPI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao MST. Se o Congresso brasileiro realmente se interessa em saber o que se passa no campo poderia criar uma CPI para verificar a legalidade de todas as propriedades agrícolas do país e exigirsua imediata devolução em caso de grilagem.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

indicação

Galera, segue uma indicação do carai pra tod@s lerem... É muito interessante, só vendo:

http://www.marxists.org/portugues




Boa leitura a tod@s, vale muito a pena abrir e ler as diversas coisas que tem no site!

ESCLARECIMENTOS SOBRE OS ÚLTIMOS EPISÓDIOS VEICULADOS PELA MÍDIA



Não há quem não tenha visto a mídia falar mal do MST... Principalmente nestes ultimos dias, com a ocupação da fazendo paulista... Porém, ouviram somente o que eles queriam. Por isto, segue a nota do MST sobre o ocorrido:

Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se pronunciar.

1. A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. O resultado do Censo de 2006, divulgado na semana passada, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras.



2. Há uma lei de Reforma Agrária para corrigir essa distorção histórica. No entanto, as leis a favor do povo somente funcionam com pressão popular. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988.



A Constituição Federal estabelece que devem ser desapropriadas propriedades que estão abaixo da produtividade, não respeitam o ambiente, não respeitam os direitos trabalhistas e são usadas para contrabando ou cultivo de drogas.



3. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas, como acontece, por exemplo, no Pontal do Paranapanema e em Iaras (empresa Cutrale), no Pará (Banco Opportunity) e no sul da Bahia (Veracel/Stora Enso). São áreas que pertencem à União e estão indevidamente apropriadas por grandes empresas, enquanto se alega que há falta de terras para assentar trabalhadores rurais sem terras.



4. Os inimigos da Reforma Agrária querem transformar os episódios que aconteceram na fazenda grilada pela Cutrale para criminalizar o MST, os movimentos sociais, impedir a Reforma Agrária e proteger os interesses do agronegócio e dos que controlam a terra.



5. Somos contra a violência. Sabemos que a violência é a arma utilizada sempre pelos opressores para manter seus privilégios. E, principalmente, temos o maior respeito às famílias dos trabalhadores das grandes fazendas quando fazemos as ocupações. Os trabalhadores rurais são vítimas da violência. Nos últimos anos, já foram assassinados mais de 1,6 mil companheiros e companheiras, e apenas 80 assassinos e mandantes chegaram aos tribunais. São raros aqueles que tiveram alguma punição, reinando a impunidade, como no caso do Massacre de Eldorado de Carajás.



6. As famílias acampadas recorreram à ação na Cutrale como última alternativa para chamar a atenção da sociedade para o absurdo fato de que umas das maiores empresas da agricultura - que controla 30% de todo suco de laranja no mundo - se dedique a grilar terras. Já havíamos ocupado a área diversas vezes nos últimos 10 anos, e a população não tinha conhecimento desse crime cometido pela Cutrale.



7. Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da Reforma Agrária, seja dos latifundiários ou da policia.



8. Os companheiros e companheiras do MST de São Paulo reafirmam que não houve depredação nem furto por parte das famílias que ocuparam a fazenda da Cutrale. Quando as famílias saíram da fazenda, não havia ambiente de depredações, como foi apresentado na mídia. Representantes das famílias que fizeram a ocupação foram impedidos de acompanhar a entrada dos funcionários da fazenda e da PM, após a saída da área. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado.



9. Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o MST e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e lutarem.



Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para impedir as ações do governo a favor da Reforma Agrária e "enquadrar" as candidaturas dentro dos seus interesses de classe.



10. O MST luta há mais de 25 anos pela implantação de uma Reforma Agrária popular e verdadeira. Obtivemos muitas vitórias: mais de 500 mil famílias de trabalhadores pobres do campo foram assentados. Estamos acostumados a enfrentar as manipulações dos latifundiários e de seus representantes na imprensa.



À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos poderosos.



Apesar de todas as dificuldades, de nossos erros e acertos e, principalmente, das artimanhas da burguesia, a sociedade brasileira sabe que sem a Reforma Agrária será impossível corrigir as injustiças sociais e as desigualdades no campo. De nossa parte, temos o compromisso de seguir organizando os pobres do campo e fazendo mobilizações e lutas pela realização dos direitos do povo à terra, educação e dignidade.



São Paulo, 9 de outubro de 2009



DIREÇÃO NACIONAL DO MST